Adotar IA virou consenso no ecossistema; comprovar ganho real em produtividade, receita e retenção, não. Entre o ceticismo das operações e o entusiasmo superficial por novas ferramentas, as decisões de negócios travam. Esta palestra separa as transformações reais de processos do discurso de mercado sobre IA e agentes. Líderes sairão com critérios objetivos para priorizar casos de uso, conectar dados de CRM a valor mensurável.
Fevereiro de 2026, Alpes italianos: uma avalanche desce a montanha e dezenas de esquiadores ficam parados, filmando, antes de correr. O perigo não foi a avalanche. Foi o tempo de reação. A palestra começa com essa cena, de forma imersiva, e dispara um cronômetro que corre até o último minuto, medindo o tempo de reação da própria plateia. Esse é o fio condutor: com a IA nas empresas está acontecendo a mesma coisa.
Em vez de repetir promessas, Alexandre Vieira, professor e doutorando na USP com foco em machine learning, conduz a plateia por cinco movimentos:
O padrão se repete. Quarenta e cinco anos de dados sobre emprego e quatro ondas tecnológicas mostram que nenhuma delas acabou com o trabalho. Todas mudaram quem era contratado para fazê-lo.
O hype tem uma conta. Quase todas as empresas já usam IA; poucas conseguem mostrar o ganho no resultado. A plateia vive isso na pele num teste ao vivo: um relatório gerado por IA, bonito e convincente, com um erro que muda a decisão, e 30 segundos para encontrá-lo. É a "ironia da automação" descrita por Lisanne Bainbridge há mais de 40 anos, agora no trabalho de conhecimento: a máquina faz o fácil e sobra para a pessoa o difícil, desconfiar sob pressão.
O mapa real. O que existe atrás da caixa de texto: dados, orquestração, agentes, custo e governança. E o espaço entre o que a IA já poderia fazer e o que de fato faz, que é exatamente onde mora o trabalho de quem desenha processos, administra plataformas e responde pelos dados do cliente.
O exercício. A plateia classifica, ao vivo, atividades reais de uma função: o que a IA pode fazer, o que pode ser aumentado e o que continua humano. O resultado não tem gabarito; tem debate. E uma lição: "IA pode fazer" não significa "ninguém revisa".
O profissional do futuro. As competências que o mercado vai pagar até 2030, segundo o Fórum Econômico Mundial, e por que quase nenhuma delas é técnica.
Para quem trabalha no ecossistema Salesforce, a palestra oferece um critério prático para decidir onde agentes e automação entram no CRM e onde a responsabilidade precisa continuar com uma pessoa, antes que alguém do mercado decida por você.
O participante sai com três perguntas para aplicar na semana seguinte: quais das minhas atividades já são descritas por uma regra? Onde eu decido com informação incompleta? O que só eu posso assumir?
Tem uma pergunta para quem vai palestrar? Leve para a sessão — tem tempo para perguntas — ou encontre a pessoa no corredor depois.
Esta sessão acontece ao vivo. Esteja na sala.
12 e 13 de novembro de 2026 · São Paulo
Ingressos: R$ 150 · um dia · R$ 250 · os dois dias— lote atual até 21 de outubro